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Pedagogia Lit├║rgica de abril 2021
26 de março de 2021

Feliz Páscoa!

Podemos caracterizar o mês de Abril, neste ano de 2021, do ponto de vista da Pastoral Litúrgica, como mês totalmente pascal. Todas as celebrações de abril celebram a Páscoa e isto oferece oportunidade de favorecer nos celebrantes um aprofundamento da centralidade pascal na vida cristã e apresentar a principal característica da espiritualidade litúrgica: espiritualidade totalmente pascal.
 
Contexto social e histórico do nosso tempo
O contexto social, neste momento histórico, está marcado pela experiência da pandemia, provocada pelo Corona Vírus. Uma experiência existencial de padecimento, de sofrimento e de luto. Do ponto de vista pastoral, é interessante propor como pano de fundo a questão: como a espiritualidade litúrgica, sendo totalmente pascal, fortalece a vida pessoal e social de quem padeceu sofrimentos devido ao Covid 19?
 
Uma primeira situação, que nem sempre é lembrada nas reflexões, é a presença constante do sofrimento e do padecimento presente na Teologia e na espiritualidade pascal. A Páscoa do povo judeu foi marcada pela provação e pelo padecimento de caminhar no deserto durante 40 anos. Também a Páscoa de Jesus é terrivelmente marcada provação pessoal, de padecimento e Paixão, na sua "hora". Jesus realiza sua Páscoa, sua passagem, num contexto de sofrimento, de padecimento e de morte.
 
Depois da Última Ceia (5f Santa), Jesus padeceu um sofrimento psicológico profundamente angustiante, a ponto de suar sangue (Lc 22,44). Não somente o sofrimento físico; também o sofrimento psicológico, especialmente aquele da angústia ansiosa. A Paixão do Senhor foi vivenciada por ele num encontro de violência humana contra a vida divina. Jesus não busca a violência, aliás, manda Pedro guardar a espada (6f Santa). Enfrentou e padeceu a violência humana desarmado de armas e, mesmo assim, foi covardemente flagelado (Mc 15,16-20).
 
Jesus faz sua Páscoa pelo sofrimento
Neste momento histórico, especialmente nos anos 2020 – 2021, é importante considerar a força espiritual de Jesus para perceber como ele fez sua passagem pelo padecimento e pelo sofrimento. Duas virtudes — no sentido de energia e força interior — fortalecem a passagem de Jesus pelo sofrimento: a fé e a esperança. Fé como confiança no Pai e esperança, também no contexto espiritual da confiança, que o Pai não falhará e não o deixará na Cruz e nem enterrado na sepultura. Fé e esperança: virtudes fundamentais fortalecedoras da nossa páscoa, nossa passagem por este tempo de pandemia.
 
O modo como Jesus se propôs a viver sua Páscoa foi “levantando-se da mesa” para servir (5f Santa). Comportamento de quem assume atitude. A força espiritual que transforma a sua Páscoa pelo padecimento, sofrimento e morte encontra-se no amor. O amor sempre é dinâmico, sempre busca o bem do outro, sempre se coloca a serviço, representando no gesto do lava-pés. A espiritualidade pascal fundamenta-se no amor, que se transforma em serviço. Isto traz consequências pesadas para a vida de Jesus Cristo. Ele assumiu nossas dores, aceita e acolhe a violência da morte para que pudesse vencê-la pelo amor (6f Santa).
 
São conceitos, precisamos reconhecer, que causam dificuldade para compreender. Mas, o caminho da compreensão não passa pela razão, com explicações e justificativas; passa pelo amor. Quando Pascal se depara com este fato da Páscoa de Jesus Cristo, ele a resume com uma frase que ficou famosa: “O amor tem razões que a própria razão desconhece”. É claro que tudo isso só pode ser aceito e acolhido num contexto de espiritualidade profunda. Não se pode permanecer no limiar da emoção para querer compreender espiritualmente a força do amor, capaz de tudo suportar para que a vida do amado seja plena. Talvez nenhum ser humano tenha condições de passar pela mesma experiência espiritual de Jesus Cristo. Alguns se aproximaram disso, como os santos e santas que receberam os estigmas da Paixão de Jesus. Para a maior parte de nós, resta-nos a contemplação silenciosa e adorante diante do amor divino, na Cruz de Jesus Cristo.
 
Páscoa dos discípulos e discípulas
Nós, discípulos e discípulas de Jesus, somos convidados, não somente a admirar a força dinamizadora da espiritualidade de Jesus, marcada pela fé, esperança e amor, mas a adotar o mesmo procedimento. O convite é para viver a Páscoa, a passagem em tempos de provação, com uma espiritualidade dinâmica, de quem se levanta de mesas burocráticas, que impedem o agir, para vestir o avental de quem se coloca a serviço da vida (5f Santa). Uma dinamicidade que é capaz de protestar e denunciar quem usa o sofrimento ou é responsável no prolongamento do sofrimento de milhares de pessoas por má gestão ou para tirar proveito político ou para ter lucro financeiro. Estes são exemplos de Judas, que traem Jesus e o seu projeto evangelizador, não atitude de cristãos discípulos e discípulas de Jesus Cristo.
 
Dado o momento histórico que vivemos, marcado pela pandemia, o encontro com diferentes formas de violências, especialmente aquelas marcadas pelas mentiras (fake News) e pelas disputas entre lideranças políticas, evidencia que o julgamento de Jesus continua acontecendo em nossos dias e, como aconteceu com o Mestre, em situação vulnerabilidade, são os mais vulneráveis que sofrem condenações injustas e sentenças de morte.
 
No conjunto de tal situação, consideramos, do ponto de vista pedagógico, importante contextualizar o Tríduo Pascal no momento histórico da pandemia e na crise social que passamos neste tempo. Importância para que o anúncio pascal continue sendo anúncio para um projeto de vida humana marcada pela dignidade e por uma vida repleta de sentido (Sábado Santo). Existe uma pergunta no ar, diante da fragilidade existencial, a qual a humanidade foi exposta pela pandemia: será que a vida humana precisa terminar em morte? A resposta divina é um grande "não".  A vida humana, graças a Ressurreição de Jesus, está nas mãos de Deus. Mesmo fazendo sua Páscoa (passagem) em meio às tribulações, provações e padecimentos, o destino da vida humana é eterno.
 
Alegria pascal, fonte de recomeço
O segundo elemento da pedagogia litúrgica considera a consequência existencial da Páscoa de Jesus Cristo para a humanidade. Não se trata de uma falsa existência humana, mas da força espiritual presente na alegria da fé, da esperança e do amor. Este tema da alegria espiritual precisa ser muito dinamizado em nossas celebrações dominicais pascais como medicina fortalecedora para retornar à normalidade da vida.
 
A alegria espiritual cristã parte da nossa profissão de fé na ressurreição de Jesus: Verdadeiramente o Senhor ressuscitou! Profissão de fé que se torna existencial, vivencial, virtude dinâmica nos relacionamentos. A alegria de celebrar a Ressurreição de Jesus Cristo, segundo a Palavra do Domingo da Páscoa, acontece com três atitudes, muito próprias da espiritualidade pascal: a busca, o testemunho e a coerência de vida. Termos indicativos de uma espiritualidade dinâmica, ativa, relacional. Espiritualidade com exigência e compromisso, mas sempre fortalecida pela alegria da ressurreição do Senhor.
 
Nos Domingos pascais celebrados em abril de 2021, a Liturgia passa a propor as consequências da dinâmica da espiritualidade pascal. A primeira delas consta de três reações: em nível comunitário, na esfera pessoal, e como atividade missionária da Igreja. É uma espiritualidade que recebe o Espírito Santo para comunitária e fraternalmente partilhar o pão, viver na coerência existencial e assumir a missão eclesial de perdoar os pecados (2DTP-B). Espiritualidade dinâmica que só pode ser assimilada, assumida e vivenciada a partir do contato com a Escritura.
 
É preciso compreender — nesse tempo com tanta promessa de milagres — que o ingresso no Mistério da ressurreição de Jesus acontece pela porta da Escritura (3DTP-B). Jesus entra no Cenáculo para abrir a inteligência dos discípulos favorecendo neles a compreensão da Escritura que fala da sua ressurreição. É a própria Palavra que prioriza o ouvir, o refletir e o meditar, em comparação com a ver, com visões, com aparições. É pelo contato com a Escritura que acontece o crescimento da fé e a prática da vida cristã, na observância dos Mandamentos.
 
É fundamentando-se na Escritura, que se compreende como o discípulo e a discípula vivem sua Páscoa existencial. Compreende a importância de crescer na espiritualidade pascal construindo sua existência na pedra fundamental, que é Jesus Cristo, para viver como filho e filha de Deus e para ouvir e seguir a voz do Bom Pastor (4DTP).
Serginho Valle
março de 2021
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