Serviço de Animação Litúrgica cruz WhatsApp: (17) 3512-9014
[email protected]


ATENDIMENTO
de 2ª - 6ª das 13:30 - 17:30
 
 
QUEM SOMOS   |   ARTIGOS SERGINHO VALLE   |   PEDAGOGIA DO MÊS   |   DIRETÓRIO LITÚRGICO   |   DEPOIMENTOS   |   FALE CONOSCO
 
 

XXIII - 2023

Acesso às Propostas

Renove, assine, faça seu pedido ou faça download das propostas aqui:
Esqueceu sua senha?
Clique aqui
Ainda não tem cadastro?
Clique aqui

Confirmar Pagamento

Enviar Confirmação

Avisos

MAIO DE 2023

Comunicamos que :

As propostas de MAIO/23 JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS
NO SISTEMA. 
 
Para renovar, fazer nova assinatura ou pedidos avulsos
clique em um dos links, lembrando que, se já for cliente, adicione
código de acesso junto ao NOME.
 
 
ASSINATURA ANUAL:
 
ASSINATURA SEMESTRAL : 
 

PROPOSTA AVULSA (UMA): 
Clique aqui

PROPOSTA (DOIS 1ºs DOMINGOS):
Clique aqui

PROPOSTAS (DOIS UTMS DOMINGOS): 
Clique aqui

Ou

FAÇA PEDIDO POR PIX,  DEPÓSITO TRADICIONAL, QR code:

- Número PIX: 44359918968;
- DEPÓSITO TRADICIONAL: 
Bradesco: ag 0023; cc 0131805-5
titular: Sergio Francisco Valle
Brasil: ag 0076-0 ; cc 9086-7 -
titular: Rosane Almada da Silva
-QRCode -  Aponte a camera
do seu app do BANCO
para nosso QR code abaixo:
 
 
 
Opção: PIX, Depósito
em banco ou QRCode
envie-nos comprovante
por e-mail ou por whatsapp:
*[email protected] ;  
*17-35129014
 

Paz e Bem!
Ana
   

 

veja todos

Diretório Litúrgico


Diretório Litúrgico 

O Ano Litúrgico

A Liturgia...
Leia Mais

veja todos

 

Celebrações Especiais

Missa de Bodas Matrimoniais
Leia Mais

Novena do Padroeiro
Leia Mais

Semana vocacional - Grupos
Leia Mais

Semana vocacional - Liturgia da Palavra
Leia Mais

 
Pedagogia lit├║rgica de agosto 2021
31 de julho de 2021

Pedagogia Litúrgica de agosto 2021


No processo da caminhada pedagógica dos últimos dois meses é possível perceber como a Liturgia conduz a comunidade e a vida pessoal. Na pedagogia litúrgica de junho, o enfoque foi dado à Palavra de Deus, com uma questão de fundo: que vozes estamos ouvindo? A voz de Deus ou a voz do mundo e dos seus ídolos? No mês de julho, em continuidade ao tema da Palavra de Deus, o enfoque foi à evangelização. O Evangelho não é um produto religioso e a evangelização não é uma tarefa empresarial ou de marketing. Evangelizar é propor um estilo de vida inspirado no Evangelho e na vida de Jesus Cristo. A continuidade pedagógica litúrgica, no mês de agosto 2021, une as duas pedagogias anteriores e se depara com Deus alimentador do povo e da vida de cada filho e filha.
 
Não apenas propõe a sua Palavra evangelizadora (junho/21) como pregação (julho/21), mas oferece sua vida como alimento para alimentar a vida humana com a plenitude da vida divina. Não estamos lidando com teorias, doutrinas e nem teologias; estamos lidando com o projeto divino para que o homem e a mulher vivam plenamente e, para isso, Deus oferece sua Palavra, em forma de Evangelho — de boa notícia —; oferece a sua própria vida. Para que? Para tirar de dentro da gente todo tipo de neurose — “amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias (...) toda espécie de maldade” (2L do 19DTC-B) — e viver na bondade alimentada pela vida divina.
 
Sinal do pão
Em termos de alimentação, não existe sinal mais forte e mais eloquente que o sinal do pão. A maior parte das celebrações de agosto/21 são iluminadas pelo sinal do pão, presente no capítulo 6 do Evangelho de João. Dada a brevidade do Evangelho de Marcos, lido na Liturgia do Ano B, a Igreja inseriu em cinco Domingos o capítulo 6 de São João, que é o capítulo destinado ao “Pão da vida”. Inicia-se no 17DTC-B, com a multiplicação dos pães e se conclui no 21DTC-B. No Brasil, a leitura contínua do capítulo 6 de João não é contínua, uma vez que num dos Domingos, por transferência de data, celebra-se a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Neste ano, a data de 15 de agosto, caiu no Domingo.
 
Voltando ao sinal do pão como sinal maior da alimentação humana, presente na maior parte das celebrações de agosto/21, a Liturgia inicia as celebrações de agosto propondo o maior de todos os dramas da vida humana: o medo de morrer de fome (1L do 18DTC-B). Um povo faminto é capaz de tudo; capaz, até mesmo, de sentir saudade da escravidão e capaz de desafiar o próprio Deus. Uma realidade que, devido a pandemia, tomamos contato em nossos dias: a fome tornou-se uma realidade ameaçadora da vida no país que bate recordes na produção de alimento. Não é um simples paradoxo; é a vitrine escancarada da ganância. O pobre pode morrer, mas não se pode perder dinheiro. Esta é a lógica cruel e dramática que valoriza mais o dinheiro que a vida do pobre e do faminto.  
 
A fome do povo está manifestada também na busca por Jesus. Ele sabe que o povo o procurava, não pela sua proposta de vida, presente no Evangelho, mas pelo milagre da multiplicação dos pães. A busca de Jesus por causa do milagre. Mas, os milagres nunca são suficientes; sempre se precisará de mais e mais milagres. O que é suficiente é o pão da vida divina alimentando-nos para a vida eterna. O que procuramos em Jesus? O que procuramos no Evangelho para nossas vidas: o milagre para resolver nossos problemas, ou o alimento que produz vida eterna, vida divina na vida humana? (E do 18DTC-B).
 
Quando Elias sente-se perseguido, ele foge para o deserto, entra em depressão e deseja a morte (1L do 19DTC-B). Se no 18DTC-B a Liturgia falava da fome do pão material, no 19DTC-B, a Liturgia propõe a fome do sentido existencial para a vida. Quando o pessimismo ou a depressão começam a alimentar a vida de alguém, o desejo da morte começa a ameaçar a vida humana. A pessoa mesma começa a viver como um morto-vivo, desanimado; como um morto-vivo, passa a maior parte do tempo deitado.
 
Deus não aceita esta postura na vida humana. Acorda Elias e prepara para ele um pão capaz de caminhar 40 dias e 40 noites (1L do 19DTC-B). Alimento fortalecedor para uma caminhada existencial de longo alcance, para uma caminhada capaz de caminhar nos caminhos da vida eterna, onde não existe fome de vida, porque a vida é plena (E do 19DTC-B). Este pão é corpo de Jesus Cristo, é a vida de Jesus Cristo.
 
Nas propostas celebrativas do SAL – Serviço de Animação Litúrgica, está claro que Deus alimenta o seu povo com o pão material, como proclamado no Evangelho da multiplicação dos pães (17DTC-B), e com o pão da vida, que é o Corpo de Jesus Cristo. Isto traz consequências especialmente relacionadas ao tema da fidelidade ao projeto divino. Quem se alimenta com a vida de Jesus Cristo assume a mentalidade do Evangelho (2L do 18DTC-B) para viver como Jesus Cristo (2L do 19DTC-B). Cada celebração Eucarística, onde Jesus nos alimenta com a vida, é celebração comprometedora de viver na fidelidade ao projeto divino.
 
Está muito claro, na conclusão do capítulo 6 de João (21DTC-B), que Jesus não está à procura de fãs, de pessoas que o transformem em celebridade. Jesus quer discípulos e discípulas, pessoas de fé, comprometidos com o Evangelho. Disto a pergunta radical: vocês querem ir embora? (21DTC-B). Uma pergunta que remonta ao 18DTC-B, quando Jesus esclarece que ele não deve ser buscado para fazer milagres, mas ser buscado como Mestre e como alimentador com o pão da vida eterna. Não existe discipulado cristão sem se comprometer com o Evangelho, não existe Eucaristia sem compromisso existencial de viver evangelizado.
 
 
Sinal dos tempos
No início desta pedagogia litúrgica foi proposto preparar as celebrações de agosto/21 com o tema do sinal. São dois sinais presentes nas celebrações de agosto/21. O primeiro, na maior parte das celebrações, o sinal do pão. O outro tem a ver com o sinal ou sinais dos tempos.
 
A Teologia católica ensina que Deus se manifesta e se faz presente por sinais e com sinais. Um sinal importante da presença de Deus, no Antigo Testamento, era a Arca da Aliança. Vendo a arca, o povo compreendia que Deus caminhava com ele; era um Deus peregrino e companheiro do povo (1L da vigília da Assunção). Em nossas procissões, sinal da caminhada do povo rumo ao céu, somos guiados pela Cruz processional. Hoje, tantas cruzes são carregadas; sinais da dor humana e da esperança que Jesus ilumine e dê sentido aos nossos sofrimentos.
 
Dada nossa curiosidade, sempre esperamos que Deus se manifeste com sinais grandiosos. Apareceram dois sinais no céu: uma mulher grávida e um dragão (1L da Assunção). Sinal da fragilidade humana, mulher grávida, e, o outro sinal, aquele da ferocidade da maldade, no sinal do dragão. Ambos não permanecem no céu; caem nos desertos da terra. É o sinal da nossa fragilidade diante da maldade feroz e destruidora da vida humana. Hoje, este sinal se chama pandemia do covid 19. Mesmo havendo pessoas alimentando o dragão devorador de vidas, o mal não consegue vencer a fragilidade da vida humana porque Deus sempre está do lado da vida.
 
Não se pode ficar olhando para o céu esperando sinais porque eles estão na terra e de modo bem discreto. A gravidez de Isabel foi um sinal do poder divino para Maria (E da Assunção), que a desafiou a se colocar a caminho para se fazer ajudante da vida nova que estava para nascer do seio da idosa Isabel. Maria, na Assunção, é um sinal de esperança, um jeito divino com o qual Deus nos avisa que nosso destino é o céu.
 
Nossa vida não está destinada a apodrecer no chão desta terra; nosso destino final é o céu e para isso é preciso aprender a ler os sinais dos tempos em nossas vidas. Aprender a perceber os sinais de Deus em nossas vidas. Como? Acendendo nossas vidas com a luz da Palavra de Deus. “Tua Palavra é uma luz para os meus passos”, canta o salmista no Sl 119,105. Palavra que é luz iluminadora da vida, Palavra que é fonte da sabedoria existencial (1L do 22DTC-B).
 
O cristianismo, juntamente com o judaísmo, é a religião da Palavra. Deus se manifesta pela Palavra. Por isso, a fé cristã não é um conjunto de tradições e de costumes religiosos, mas é um modo de viver iluminando-se na Palavra de Deus (E do 22DTC-B). A conclusão da pedagogia litúrgica de agosto/21 conclui-se com o apelo de São Tiago para não sermos meros ouvintes da Palavra, mas praticantes (2L do 22DTC-B). A Palavra é a luz que ilumina as realidades da vida e da história para compreendermos a vida e a história com a luz divina.
Serginho Valle
Julho de 2021
 
Download
VOLTAR