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Educados por Deus e educados para Deus na Liturgia
29 de janeiro de 2022

Educados por Deus e educados para Deus na Liturgia

 
Com o tema da Campanha da Fraternidade deste ano de 2022 — Fraternidade e Educação —, o lema da Campanha inspira refletir e considerar a Liturgia como um espaço onde os celebrantes são educados por Deus. Diz o lema: “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Pr 31,26). A Liturgia é um espaço especial onde Deus fala com sabedoria e ensina com amor. Se a Liturgia é um espaço especial, a celebração é o momento no qual somos envolvidos na sabedoria divina, momento no qual Deus nos educa no seu amor e educa com amor.
 
Educados por Deus
Em todas as celebrações sacramentais somos silenciosamente educados por Deus. Educação no sentido “ex+ducere”, ser pedagogicamente conduzido por um pedagogo, por alguém que toma o educando pela mão e o conduz no caminho da vida. O momento celebrativo não é um tempo de catequese, de ensinamento doutrinal, nem de reflexão exegética das leituras. É momento de experiência de Deus. Experiência que acontece pelo envolvimento com o sagrado, ouvindo a Palavra, cantando louvores, suplicando pelas necessidades, adorando, silenciando diante de Deus. Isso acontece de modo intenso, por exemplo, na celebração do Sacramento da Penitência, quando bem celebrado e não reduzido a acusações de pecados e algum aconselhamento genérico. A celebração da Penitência leva o penitente a reconhecer que Deus o educa para a santidade, educa a deixar o pecado para viver na graça divina. O Evangelho do encontro de Jesus com a mulher surpreendida em adultério (Jo 8,1-11) — que ilustra o cartaz da Campanha da Fraternidade 2022 — é o ícone da celebração da Penitência: acolher com respeito, silenciar para não proferir julgamentos, não atirar pedras, ouvir e enviar orientando a não mais pecar. É o ícone de quem fala com sabedoria e educa com amor.
 
As celebrações da Eucaristia, no quadro do Ano Litúrgico, são momentos nos quais Deus nos educa continuamente. Cada celebração Eucarística retira os celebrantes do barulho do mundo, da tumultuada algazarra das redes sociais, onde todos falam e ninguém escuta, da intromissão publicitária de magicamente ter sucesso na vida... para silenciar nossas vidas e escolher a melhor parte: sentar-se aos pés do Mestre e, antes de partilhar a Mesa Eucarística, ser educado no seu Evangelho. A Eucaristia não é celebração para se atarefar com muitas coisas, como fazia Marta, mas é tempo para ser educado por Jesus, sentando-se próximo do Mestre, escolhendo a melhor parte (Lc 10,38-42).
 
O principal protagonista da Liturgia é o Espírito Santo. É o Espírito que conduz os celebrantes ao encontro com Deus, quem os coloca diante de Deus para serem educados por Deus. Ele é invocado como Espírito de amor e Espírito de sabedoria; “fala com sabedoria, ensina com amor”. A Liturgia como espaço onde a sabedoria e o amor divino envolvem a vida dos celebrantes pela ação do Espírito Santo, suplicado como Espírito da Sabedoria (Ef 1,17). A Liturgia é fonte da sabedoria divina, onde somos educados por Deus.
 
Tudo isso tem uma condição: a docilidade ao Espírito Santo, como cantamos no Sl 94,8: “não fecheis os vossos corações, mas ouvi a voz (do Espírito)”. Um refrão que ouvimos em nossas celebrações quaresmais, convidando-nos a ouvir, a ser obedientes à educação que recebemos de Deus. Do ponto de vista prático, seria bom que os animadores das celebrações, presidente incluso, sejam dóceis e se deixem conduzir pelo Espírito de Deus e não criem distrações e ruídos.
 
Educados para Deus
A Liturgia educa para Deus de modo silencioso. Para compreender melhor como isso acontece, vamos contemplar nosso Mestre em oração: Jesus envolvia-se com o Pai no silêncio da natureza e no silêncio profundo da noite. Envolvido no silenciamento total era educado pelo Pai e fortalecido na fidelidade ao projeto do Pai. A Liturgia é, em certo sentido, o espaço da montanha envolvida pelo silêncio da noite. De acordo com o ensinamento de Jesus, no seu jeito de rezar, a espiritualidade litúrgica não compreende somente palavras, muito menos longas pregações, mas compreende a experiência de quem é educado para Deus, envolvendo-se no silêncio divino.
 
A Liturgia educa para se colocar diante de Deus envolvido pelo silêncio, não priorizando a boca para falar, cantar, pregar... mas priorizando o coração aberto para ouvir e acolher o que o Senhor tem a dizer. Esta deveria ser uma pré-disposição para celebrar: calar-se para ouvir com os ouvidos, ouvir com o coração e ouvir com a mente o que o Senhor tem a dizer. Ninguém é educado para Deus falando, mas ouvindo. São Paulo lembra a Timóteo que toda a Palavra é útil para educar em vista da “obra boa”, o discipulado (2Tm 3,16-17). Celebrações que educam para Deus, em todos os Sacramentos, são aquelas que favorecem o silêncio para ouvir e conduzem ao discipulado. Num mundo barulhento, especialmente o mundo povoado pelos jovens, oferecer celebrações silenciosas é, pastoralmente falando, mais necessário que favorecer a continuidade no barulho que vivem envolvidos.
 
O gesto orante, representado em muitas catacumbas onde se celebrava a Eucaristia, é de alguém que tem as mãos levantadas para o alto, mostrando o coração, em posição de total abertura para ser tomado (possuído) por Deus. Na Liturgia somos educados para Deus envolvendo-nos no silêncio divino. Isto se tornou o grande desafio pastoral de nossos tempos motivado pelo conceito de que participar é agitar. A “participatio actuosa” (participação ativa) está sendo confundida com o muito fazer para ver, para agitar, para emociona, para falar muito e pouco silenciar.
 
Um dos grandes desafios da Pastoral Litúrgica Paroquial é devolver à Liturgia seu espaço educativo de ser a escola da espiritualidade cristã, como dizia São Paulo VI. É o desafio de voltar a ouvir Jesus falando para Marta que a celebração litúrgica não é um atarefar-se de muitas coisas; por isso é preciso aprender ou, talvez reaprender, a sentar-se ao pé do Mestre e escolher a melhor parte: ouvir o que ele diz (Lc 10,41-42).
 
Serginho Valle
Janeiro de 2022
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